Ciclo do Açúcar e do Café
Em 1883 a
produção de farinha de mandioca ainda era o principal esteio da economia
mateense e São Mateus o maior produtor de farinha da costa brasileira.
Em 1827 já
existiam 2361 escravos negros (1228 homens e 1133 mulheres). Os brancos
eram 478 homens e 475 mulheres.
“O
primeiro engenho de cana introduzido em São Mateus estava localizado ás
margens do rio Santana (hoje município Conceição da Barra), com um
revolucionário sistema de moagem hidráulica. O seu introdutor foi o
fazendeiro Antônio Rodrigues da Cunha (dezembro de 1793+27 de janeiro de
1863)”. (Conf. Revista São Mateus 450 anos – página 32).
Outro
fazendeiro importante que projetou Conceição da Barra foi Olindo Gomes
dos Santos, o barão de Timbohy.
O
Comendador Reginaldo Gomes da Cunha, comerciante importante do Rio de
Janeiro e homem de muitas amizades na Corte, estimulou a Antonio Rodrigues
da Cunha, o barão dos Aymorés, nessa época Major da Guarda
Nacional (1887), a ir ao Consulado da Itália onde conseguiu que parte dos
imigrantes italianos destinados o Espírito Santo viessem para São
Mateus.
Com os
italianos o Major Antonio Cunha pode realizar seu sonho de abrir uma
fazenda na Serra de Baixo. Num local distante uns 30 km acima da Cachoeira
do Cravo, no rio Cricaré, onde havia se instalado com moderníssimas máquinas
importadas da Europa para a moagem da cana, o Major montou um barracão
que servia de depósito de materiais e pousada para viagens entre as duas
fazendas. Por muito tempo esse local foi chamado de “Barracão”.
Depois os italianos denominaram Nova Venécia.
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