Barra
Nova
Um
vilarejo habitado por pescadores e nativos que desenvolvem atividades
agropastoris de subsistências, Barra Nova está se firmando como um novo
atrativo turístico de São Mateus. No extremo-sul da Ilha de Guriri, apresenta
rara beleza paisagística, conservando um dos maiores
manguezais do Espírito Santo, de onde são extraídos
os caranguejos que já fazem a fama por aí
afora. A praia, um estuário do Vale da Suruaca, modifica-se conforme o vento,
muitas vezes formando um imenso espraiado, onde crianças (também adultos) e
filhotes de peixes brincam e se alimentam da alegria das águas límpidas.
Numa
reverência ao encontro com o mar, as águas do Vale da Suruaca formam um grande lago
azul, verde, prateado, dourado, ou avermelhado, dependendo do Sol e da Lua –
da estação, mesmo, do ano – rodeado de cabanas e bares.
A
estrada de acesso à Barra Nova parte da Rodovia Otovarino Duarte Santos (São
Mateus-Guriri), nas proximidades da ponte sobre o Rio Mariricu. Um lugar
fascinante que está ganhando fama e atraindo, além de turistas, investidores.
Desde que ganhou uma estrada capeada com terra (há 15 anos, só existia uma
trilha arenosa), energia elétrica e telefonia, Barra Nova passou a ser bastante
frequentada.

Meleiras
Entre
a Praia do Abricó e o Pontal do Cricaré, a Prefeitura de São Mateus abriu
recentemente uma estrada, no sentido oeste partindo da beira-mar, que é a
melhor opção para se chegar às Meleiras, como o lugar é chamado pelos
nativos.
A
vila de pescadores está localizada na margem direita do Rio Cricaré, que é um
belo lugar para passear de barco, comer frutas nativas, saborear um peixe
pescado na hora, ou, simplesmente, fazer o seu próprio churrasco.
Além
do contato com o verde exuberante, saudado ao vento pelos coqueiros imensos, o
visitante desfruta da imagem eterna das águas mansas do Cricaré. O vilarejo
oferece eficiente serviço de bar e restaurante à moda dos nativos e uma
animada roda de Forró, Reis de boi e Ticumbi. Chega-se também à Meleiras pela
estrada de terra batida que começa nas imediações da ponte sobre o Rio
Mariricu e segue margeando o rio, no sentido norte.
Vale do Cricaré
Distante 500
metros do centro da cidade de São Mateus, o vale abrange a
parte baixa que circunda, sendo cortado pelo rio São Mateus (Cricaré) que
forma um delta, propiciando um conjunto paisagístico de rara beleza.
Complementando
o cenário, ocorre freqüentemente a revoada das garças, cujo branco contrasta
com o verde da paisagem.
Rio São Mateus (Cricaré)
A
500 metros do centro da cidade. Nasce na Serra da Safira
em Minas Ge rais, da junção
dos rios Xopotó e Pitanga. Cortando serras e vales chega ao território
mateense onde descreve graciosas curvas cujo traçado grafa o S e o M, iniciais
de São Mateus.
Outrora
navegável, serviu por longos anos como escoadouro das riquezas do Município.
Nele o pescado é abundante, principalmente o robalo, a traíra, o piau e o
judeu, produzindo ainda mariscos: siri, camarão e pitu.
Rio Mariricu – (Km 08 –Rodovia Otovarino Duarte Santos).
Afluente
do Rio São Mateus (Cricaré), o Rio Mariricu (Marerike) como os indígenas o
chamavam, fica na aprazível região que tem o mesmo nome. Às suas águas
travou-se a feroz batalha entre os índios Aimorés e os portugueses, durante a
qual tombou morto Fernão de Sá, filho do 3º Governador Geral do Brasil, Mem
de Sá. No local um dos mais belos do município, desenvolve-se a pesca
artesanal.
Rio Preto – (Km 06 – Rodovia Otovarino Duarte Santos).
Com suas águas escuras, atrai grande número de turistas por suas propriedades
medicinais. Numa de suas margens encontra-se uma área de camping com toda a
infra-estrutura necessária, enquanto do outro lado existe um aconchegante
barzinho popular onde são servidos deliciosos petiscos regionais.
Igreja Velha
A
Igreja Velha é um monumento que vem atravessando os séculos, permanecendo
quase que incólume à ação do tempo. Localizada no centro da cidade, ronda a
Igreja Velha um mistério: por que uma edificação tão grandiosa não chegou a
ser terminada?
As
obras do monumento histórico da Igreja Velha ora são atribuídas ao padre
José de Anchieta, ora ao barão de Timbuí (num movimento popular que teria
reunido descendentes de índios e negros). Construída com blocos de pedra e
óleo de baleia, a Igreja avançava estratégicamente sobre um campo em plano
inferior onde hoje estão a rodoviária e a Praça Mesquita Neto e prometia ser,
ao que a arquitetura indica, um grande templo popular disposto para um largo
espaço campal.
As
obras nunca foram terminadas e possivelmente a razão disso jamais será
revelada, bem como a procedência da lenda que por muito anos foi contada na
região de que haveria um túnel ligando a Igreja Velha ao Porto de São Mateus,
à margem do Rio Cricaré.
À
noite, o monumento pode ser observado sob os efeitos de uma iluminação
especial. Um bando de pombos guarda o templo, atraindo para lá a alegria em
torno de alguns pipoqueiros.
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